· Neolíria ·

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Boas-vindas!

Este é o território do renascer, onde o novo se revela no eco da antiga voz. Neolíria dá forma ao lirismo que resiste e ao retorno do que nunca deixou de existir. Aconchegue-se e fique à vontade! Que cada leitura seja um reencontro com o novo, onde algo em ti também floresça. <3

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Às vezes, quando dou voz aos meu delírios,
Questiono se ainda existo em você
Viva, ardente, segura
E, principalmente, inteira

Na rebeldia do meu corpo,
Do insulto ao gemido contido,
Escorrem desejos do teu regresso

A madrugada é minha companhia
No precipício dos pensamentos que sussuram bonitas mentiras
Inutilmente, tento calar

Os suspiros se prologam... sinto tédio.

Percorre em minha pele sensações indecifráveis
Colapsando sobre o crime que essa distância comete
Me sinto frágil.

Sou alvo da tua raiva do mundo
Eu romantizo seu olhar
E coleciono os pequenos detalhes.
Você me toca de forma desajeitada
E sinto que seus dedos
Tentam reconhecer um caminho já percorrido tantas e tantas vezes...
Mas se perdem.

Sabe, eu sei que a bagunça nos empurra pra beira desse abismo,
Reconheço que tentar mais um pouco não torna o nosso tempo menos valioso
Mastigo meu orgulho e amasso nas mãos as migalhas dessas sensações malditas,
Como se assim, eu pudesse ter o mínimo de controle sobre elas;
Porém, as vejo rindo, pois elas se encaixam no pouco que restou de nós

Observo a sua promessa suspensa no silêncio Sua boca é cheia de palavras que já ouvi inúmeras vezes Paro no tempo e me demoro ao te fitar,
Como quem ignora, de propósito, o fim
Desculpa, tenho fome do que um dia foi farto
Nasci de ti e, ainda assim, carrego em nós um desencontro infinito
Há dias em que esse abismo se faz mais presente,
A falta se intensifica e a saudade, em seu gosto mais amargo, me atravessa

Você me visita em sonho
E, diferente de tudo aquilo que na vida eu aprendi a evitar,
De você eu não sei fugir
Há em mim tantos fragmentos seus — espalhados, silenciosos — que, às vezes, é impossível escapar

Entre todas as ausências que me alcançam hoje, a mais profunda é a da sua voz
Pergunto-me, entre tantas questões que não cessam,
Se ainda reconheceria o timbre da sua risada,
Ou o som exato de você chamando meu nome

Há quase nove anos, o mundo virou do avesso
Nossos caminhos se partiram ali, e a vida seguiu por um rumo díficil de compreender
Desde então, meu luto oscila entre o amor e o ódio,
Entre a certeza e a indiferença.
E, em meio a todo esse caos,
Descobri sentimentos que acreditei, na minha concepção quase infantil, que nunca sentiria

São tantas camadas da saudade, que já não sei qual delas mais dói
Seus olhos teatrais trazem à tona um passado já assistido
O toque dos seus lábios emudece meus sentidos
As entrelinhas são tão pequenas que nelas mal há espaço pra nos encaixar
Tento me desfazer em disfarces, mas nada parece funcionar
Chove em mim a melancolia e nostalgia de dias não tão distantes
É difícil traduzir seus silêncios e como eles chegam até mim
E a música que toca, eu me recuso a aprender a dançar

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